Na segunda tópica freudiana, as pulsões — entendidas como forças fronteiriças entre o somático e o psíquico, dotadas de fonte corporal, pressão, meta (satisfação) e objeto — se organizam fundamentalmente em Eros (pulsões de vida, voltadas à ligação, conservação, sexualidade e formação de unidades cada vez mais complexas) e pulsão de morte (tendência à redução absoluta de tensão, à repetição e à desagregação), articulando-se de modo diferenciado com cada instância psíquica: o Id é o reservatório originário e inteiramente inconsciente dessas pulsões, onde elas operam de forma caótica e sem mediação simbólica; o Ego, formado a partir do Id sob a exigência da realidade, não cria pulsões, mas trabalha sobre sua energia, ligando-a, adiando-a ou transformando-a por meio de defesas, sublimações e compromissos com o mundo externo; já o Superego, derivado das identificações parentais e da internalização da lei, apropria-se sobretudo da agressividade ligada à pulsão de morte, voltando-a contra o próprio Ego na forma de ideal do eu, exigência moral e culpa, ao mesmo tempo em que orienta Eros para ideais e vínculos socialmente valorizados.#Psicanálise#Freud#SegundaTópica#TeoriaPsicanalítica#Metapsicologia#Psicologia
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