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O futuro de uma ilusão (1927)

  • terapopular
  • 17 de mar.
  • 1 min de leitura

Atualizado: 18 de mar.


Vivemos buscando respostas para o sofrimento — e muitas vezes elas vêm prontas, organizadas, reconfortantes.

Em O Futuro de uma Ilusão, Freud propõe algo desconfortável: e se essas respostas não forem verdades… mas ilusões?

A religião, segundo ele, não nasce da prova ou da razão, mas do desejo humano mais profundo: o de proteção. Diante de um mundo imprevisível, criamos uma figura paterna ampliada — um Deus que organiza o caos, pune, protege e dá sentido ao que parece sem sentido.

Mas há um custo.

Quando nos apoiamos em ilusões para suportar a realidade, abrimos mão de encará-la como ela é. Freud não nega o sofrimento — ele insiste que ele é inevitável. O ponto é: queremos uma verdade confortável ou uma realidade, ainda que difícil?

A maturidade psíquica, nesse contexto, não está em eliminar a dor, mas em sustentar a incerteza sem recorrer a garantias imaginárias.

Talvez crescer seja isso: Trocar a promessa de segurança absoluta pela coragem de existir sem ela.

 
 
 

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